DE :
Klaudia Alvarez
Fagner: meu primeiro show
O ano era 1980 e eu tinha acabado de
descobrir Fagner, no ano anterior, quando o vi pela primeira vez no clipe
musical do programa “Fantástico”, cantando “Revelação”.
À essa altura eu tinha apenas uns dois discos dele, mas já sabia que sem
dúvida ele era o cantor que eu tinha escolhido para ser o meu predileto.
Quando vi no jornal que ele iria se apresentar no Teatro João Caetano, com
o show Beleza, não perdi tempo e corri para comprar meu ingresso. Esperei
com ansiedade a estréia do show e no dia lá estava eu, acompanhada do
Henrique, para me posicionar nas primeiras filas e curtir, pela primeira
vez, Fagner ao vivo.
Antes do show, vi um menino moreno, de franjinhas, correndo no teatro e
depois vim a saber que era o Leo, sobrinho de Fagner. Descobri isso porque
no programa do show, à venda na entrada do teatro, tinha uma foto dele com
Fagner e reconheci o menino.
A maioria das músicas do show eu não conhecia, pois ainda não tinha o
disco “Beleza”, cujo repertório era focalizado.
Me lembro que Fagner estava todo vestido de lilás, calça e camisa, e me
recordo também que fiquei impressionada com a força e a garra que ele dava
a todas as interpretações. Da banda que o acompanhava, não me lembro bem,
só sei quem eram os músicos pelo crédito do programa, mas a minha atenção
ficou centrada no cantor que eu acabava de descobrir.
Não deixei de notar, porém, uma senhora magrinha, sorridente que
acompanhava as músicas batendo palmas e que estava sentada na poltrona na
minha frente. Soube, depois, que era D. Francisquinha, mãe dele.
Meu primeiro show foi marcante, pois me mostrou que Fagner era realmente
um grande intérprete e um artista que eu passei a admirar cada vez mais
com o passar do tempo.
Creio que assistir ao seu artista preferido ao vivo é uma ambição de todo
admirador, mas é melhor ainda quando você comprova que ele realmente é um
grande artista e isso, ao se tratar de Fagner é uma certeza.
De 1980 para cá foram muitos shows a que já tive o prazer e privilégio de
assistir, mas o do “Beleza” de 1980, me marcou não só por ter sido o
primeiro que assisti, mas também por causa do repertório, pois o Beleza é
um dos discos de carreira dele que mais gosto.
Klaudia Alvarez