DE :
Elenice Silva Batista
Relato do primeiro show
Sou Elenice Silva batista; sou fã de Fagner
desde que ouvi pela primeira vez não sei a data, mais foi mágico, aquela
voz mexeu muito comigo. Sempre sonhava em vê-lo de perto, ir a um show,
mais sempre acontecia um imprevisto quando a oportunidade aparecia.
Uma vez foi por motivo de eu estar grávida e ter hipertensão arterial, fui
proibida. Foi frustrante saber que ele esteve aqui em Uberlândia em 31 de
agosto de 1990 e eu não pude ir vê-lo um amigo me trouxe um autógrafo em
um pedacinho de papel o qual guardo como se guarda uma jóia, como demorou
aparecer outra oportunidade, um dia um sobrinho me liga e disse que ele
iria estar fazendo um show a noite em Ituiutaba, meu marido sem ter outra
opção me levou.
Chegamos lá ao parque de exposição local do show já estava lotado, fiquei
triste de pensar não conseguiria chegar perto do palco.
Como Deus existe e sabe que eu merecia, de repente começou a ventar e
choveu bastante, todos correram para se abrigar.
Quando a chuva deu uma trégua, lá fomos nós para a frente do palco,
ficamos lá, enquanto a chuva ameaçava voltar e eu não saía dali, não
queria perder o lugar, fiquei toda molhada mais valeu a pena tentamos ir
ao camarim, mas os seguranças não deixavam.
No final do show ficamos em frente à saída dos camarins, mais uma vez não
deixaram eu ir vê-lo, e pediam para a gente sair dali pois ele não iria
receber mais ninguém.
Sabia que em alguma hora ele passaria pela saída para ir embora, então eu
estava disposta a esperar o tempo que fosse preciso para encontrá-lo, e
aconteceu, os portões abriram, e uma van de vidros escuros saiu, eu
coloquei as mãos na cabeça pensando que não iria mais conseguir vê-lo. A
van para bem em minha frente, a multidão avança, ja não sou mais
adolescente para tal proeza mais foi tudo repentino e eu já quase sem
força consegui passar debaixo do braço de um segurança e alcancei o meu
Ídolo e o abracei com todo o carinho, trocamos um olhar, não com segui
dizer nada era forte de mais a emoção, tive sensação de desmaio os
seguranças falavam para eu largá-lo, mas eu não tinha vontade, hoje penso
naquele momento como um sonho que tive, tenho certeza que não foi sonho,
pois tenho uma foto que meu esposo Vagner conseguiu tirar.
Fagner pra você
sempre sucessos.
Beijos de sua eterna fã, que aguarda ansiosa por outro
encontro, porque,
“Amigos a gente encontra”.
Elenice Silva Batista
Uberlândia - MG